A cotação da soja em Dourados, em Mato Grosso do Sul, avançou de R$ 139 para R$ 140 nesta quinta-feira (22), acompanhando a valorização registrada nas principais regiões produtoras do País. A combinação entre a recuperação dos contratos na Bolsa de Chicago e a alta do dólar melhorou as ofertas dos compradores no mercado brasileiro.
Segundo o analista Rafael Silveira, da Safras & Mercado, o cenário favoreceu o fechamento de negócios nos portos e trouxe maior movimentação ao longo do dia. Apesar disso, os volumes comercializados continuam limitados.
O ritmo das vendas permanece lento na semana, com os produtores concentrados no plantio da nova safra. A prioridade aos trabalhos no campo também contribui para restringir a participação dos vendedores no mercado físico.
Entre as praças acompanhadas, os preços apresentaram as seguintes variações:
| Município | Cotação anterior | Cotação nesta quinta-feira |
|---|---|---|
| Dourados (MS) | R$ 139,00 | R$ 140,00 |
| Passo Fundo (RS) | R$ 144,00 | R$ 146,00 |
| Santa Rosa (RS) | R$ 145,00 | R$ 147,00 |
| Cascavel (PR) | R$ 140,00 | R$ 141,00 |
| Rondonópolis (MT) | R$ 139,00 | R$ 141,00 |
| Rio Verde (GO) | R$ 138,00 | R$ 139,00 |
| Paranaguá (PR) | R$ 151,00 | R$ 152,00 |
| Rio Grande (RS) | R$ 151,00 | R$ 153,00 |
Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros encerraram o pregão em alta e interromperam uma sequência de oito sessões consecutivas de queda. Durante as negociações, os ganhos chegaram a aproximadamente 1%.
Após as cotações atingirem o menor patamar em dois meses, investidores aproveitaram os preços mais baixos para comprar contratos, favorecendo uma recuperação técnica. A valorização do petróleo também sustentou o movimento, em razão da relação do óleo de soja com a produção de biodiesel.
A demanda chinesa foi outro fator de apoio. Exportadores privados norte-americanos anunciaram, nesta quinta-feira, uma nova venda de 202 mil toneladas de soja para a China.
Na semana encerrada em 15 de outubro, as vendas líquidas dos Estados Unidos referentes à temporada 2026/27, iniciada em 1º de setembro, somaram 2.841.200 toneladas. Desse total, 2.178.600 toneladas tiveram a China como destino. O resultado ficou dentro das estimativas dos analistas, que variavam de 1,1 milhão a 3 milhões de toneladas.
Os contratos de soja com entrega em novembro fecharam a US$ 12,53 por bushel, com valorização de 7,75 centavos de dólar, equivalente a 0,62%. Para janeiro, a cotação terminou em US$ 12,6475 por bushel, avanço de 6,50 centavos de dólar, ou 0,51%.
Entre os derivados, o farelo com vencimento em dezembro recuou US$ 1,00, ou 0,28%, para US$ 347,30 por tonelada. Já o óleo de soja para dezembro encerrou a sessão a 66,74 centavos de dólar, com alta de 0,77 centavo, correspondente a 1,16%.
No câmbio, o dólar comercial subiu 0,23% e terminou o dia cotado a R$ 5,0385 para venda e R$ 5,0365 para compra. Ao longo da sessão, a moeda oscilou entre R$ 5,0220 e R$ 5,0560.








