O preço da soja permaneceu estável em R$ 145 por saca em Dourados, principal referência de comercialização do grão em Mato Grosso do Sul, enquanto algumas das principais praças produtoras do País registraram valorização nesta quarta-feira.
No mercado físico, Passo Fundo (RS) teve alta de R$ 153 para R$ 153,50 por saca, enquanto Santa Rosa (RS) passou de R$ 154 para R$ 154,50. Em Cascavel (PR), a cotação subiu de R$ 149 para R$ 150.
Além de Dourados, os preços ficaram estáveis em Rondonópolis (MT), a R$ 144, e Rio Verde (GO), a R$ 145.
Nos portos, Paranaguá (PR) registrou avanço de R$ 160 para R$ 161 por saca. Em Rio Grande (RS), o preço passou de R$ 161 para R$ 161,50.
Chicago fecha em baixa
Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos futuros da soja encerraram a quarta-feira em queda, pressionados por realização de lucros e ajustes técnicos antes da divulgação do relatório de setembro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), prevista para sexta-feira.
As perdas foram limitadas pela demanda chinesa pelo produto norte-americano. Exportadores privados informaram vendas de 340 mil toneladas de soja para a China e outras 100 mil toneladas para destinos não revelados.
Também permanecem no radar dos investidores as preocupações com o clima seco no cinturão produtor dos Estados Unidos, além da valorização do petróleo, fator que oferece algum suporte às commodities agrícolas.
Segundo o USDA, até 6 de setembro, 58% das lavouras norte-americanas estavam classificadas em condições boas ou excelentes. Outros 29% estavam em situação regular e 13% entre ruins e muito ruins. Os percentuais ficaram inalterados em relação à semana anterior.
Mercado espera corte na safra dos EUA
Para o relatório de setembro, analistas esperam que o USDA reduza as projeções para a produção e os estoques finais de soja dos Estados Unidos na temporada 2026/27.
A expectativa do mercado é de uma safra de 4,492 bilhões de bushels, abaixo dos 4,519 bilhões projetados em agosto.
Para os estoques finais de 2026/27, a estimativa média é de 289 milhões de bushels, ante 320 milhões previstos anteriormente. Já para 2025/26, a projeção pode recuar de 325 milhões para 320 milhões de bushels.
No cenário mundial, o mercado trabalha com estoques finais de 123,1 milhões de toneladas em 2026/27, abaixo das atuais 124,2 milhões. Para 2025/26, a expectativa é de manutenção da projeção em 125,1 milhões de toneladas.
Contratos futuros
Os contratos da soja com vencimento em novembro fecharam em queda de 6,75 centavos de dólar, ou 0,51%, cotados a US$ 13,09 1/2 por bushel.
A posição janeiro terminou a US$ 13,25 1/4 por bushel, recuo de 6,75 centavos, equivalente a 0,50%.
Entre os derivados, o farelo de soja para dezembro avançou US$ 1,60, ou 0,45%, para US$ 351,40 por tonelada. O óleo de soja com vencimento em dezembro fechou a 70,57 centavos de dólar por libra-peso, queda de 0,18%.
Dólar sobe
No mercado de câmbio, o dólar comercial encerrou o dia com valorização de 0,41%, negociado a R$ 5,1105 para venda e R$ 5,1085 para compra.
Durante a sessão, a moeda norte-americana oscilou entre R$ 5,0813 e R$ 5,1153.








