O início do plantio da soja em Mato Grosso do Sul trouxe uma preocupação adicional aos produtores: os incêndios em áreas rurais. Focos recentes se aproximaram de lavouras recém-plantadas e exigiram ações de combate para proteger as áreas produtivas e a cobertura do solo.
Entre Nova Alvorada do Sul e Rio Brilhante, as chamas atingiram uma área de cana-de-açúcar e avançaram para perto de uma lavoura de soja. O gerente da propriedade, Renato Ferreira, relatou que os ventos fortes dificultaram o controle do incêndio. Para tentar conter o avanço, a equipe molhou o entorno da fazenda e a palhada.
“Estava ventando muito, então a gente não tem muita coisa o que fazer. O que deu para a gente fazer foi molhar em volta da fazenda, molhar a palhada e tentar socorrer na hora que acalmasse o fogo”, contou.
Em Maracaju, o combate também mobilizou equipes, caminhões-pipa, máquinas agrícolas e duas aeronaves. Apesar de não haver registro de danos aos maquinários no balanço apresentado, o fogo atingiu a vegetação e a palhada.
A destruição dessa cobertura representa prejuízo para os produtores, mesmo quando as chamas não alcançam equipamentos ou lavouras. Segundo o coordenador técnico da Aprosoja/MS, Gabriel Balta, a formação da palhada exige investimento e manejo ao longo de várias safras, sendo importante para a conservação do solo.
“A palhada é extremamente importante para o produtor. Existe todo um trabalho de manejo, investimento e tempo para construir essa cobertura. Quando um incêndio passa por uma área, esse trabalho de anos pode ser perdido em poucas horas”.
Diante da vegetação seca e da baixa umidade, a orientação é reforçar os cuidados para evitar novos focos. Bitucas de cigarro, fósforos e restos de fogueiras não devem ser descartados em áreas rurais ou nas margens das estradas. A presença de brigadas treinadas também contribui para uma resposta mais rápida no início dos incêndios.









