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Agro prevê maior articulação no segundo turno e fortalecimento no Congresso

O agronegócio deve ampliar sua articulação política no segundo turno, com reforço dos apoios regionais e defesa de pautas ligadas à segurança jurídica e à liberdade econômica. Na avaliação do analista Cogo, o cenário também aponta para uma bancada ruralista mais forte e alinhada à direita no Congresso.

Entre as prioridades do setor, ele destaca segurança jurídica fundiária, política econômica mais liberal, redução do peso dos subsídios diretos, ampliação do crédito privado e abertura comercial. A agenda inclui, ainda, menor ênfase na reforma agrária.

Apesar da avaliação favorável, Cogo ressalta que o apoio do agro não é irrestrito. Como referência, cita o documento “Pacto pelo Brasil Nação”, da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), que apresenta uma agenda de Estado e defende o reconhecimento do resultado das urnas e o diálogo com a oposição.

A movimentação para o segundo turno também expõe diferenças na Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). Segundo o analista, parte da bancada defende uma posição de neutralidade para evitar desgaste com aliados históricos.

Nos estados, a leitura de Cogo é de um quadro favorável ao agronegócio. Caso haja alinhamento político dos governos estaduais com o Planalto, o setor espera maior convergência entre as diferentes esferas de governo, redução dos atritos institucionais e mais previsibilidade regulatória.

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