As exportações de produtos industrializados de Mato Grosso do Sul atingiram US$ 3,83 bilhões no primeiro semestre de 2026, estabelecendo um novo recorde para o período, conforme levantamento do Observatório da Indústria da Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (Fiems). O resultado representa o maior volume já registrado para os seis primeiros meses do ano na série histórica das exportações industriais do Estado.
Somente em junho, as vendas externas da indústria somaram US$ 806,9 milhões, também o maior valor mensal da série histórica. O montante ficou 17% acima do registrado no mesmo mês de 2025 e reforçou o protagonismo do setor industrial, responsável por 67% de toda a receita das exportações de Mato Grosso do Sul no período.
O desempenho foi sustentado principalmente pelos segmentos de celulose e papel e do complexo frigorífico, que praticamente dividiram a liderança das exportações estaduais. O setor de celulose e papel respondeu por US$ 1,446 bilhão em embarques, enquanto o complexo frigorífico totalizou US$ 1,445 bilhão. Juntos, os dois segmentos concentraram 76% de toda a receita obtida pela indústria sul-mato-grossense com vendas ao exterior.
Na sequência aparecem os óleos vegetais e derivados, com US$ 424,9 milhões, representando 11% das exportações industriais. Também tiveram participação relevante os setores de açúcar e álcool (US$ 163,4 milhões), extrativo mineral (US$ 112,4 milhões) e siderurgia, metalurgia e metalmecânica (US$ 99,3 milhões).
Entre os principais mercados compradores, a China manteve ampla liderança, com importações de US$ 1,35 bilhão em produtos industrializados de Mato Grosso do Sul. Os Estados Unidos aparecem na segunda colocação, com US$ 370,5 milhões, seguidos por Holanda (US$ 212,7 milhões), Itália (US$ 203,1 milhões) e Turquia (US$ 127,8 milhões). Também figuram entre os dez maiores destinos Chile, Índia, Argentina, Uruguai e Japão.
No complexo frigorífico, o principal produto exportado foi a carne bovina desossada congelada, responsável por 62% das vendas do segmento, seguida pela carne bovina desossada refrigerada (17%) e pelas coxas e sobrecoxas de frango desossadas e congeladas (4%).
Já no setor de celulose e papel, praticamente toda a receita foi gerada pelas pastas químicas de madeira, que representaram 99,5% das exportações do segmento.
Entre os produtos derivados da soja, destacaram-se os bagaços e resíduos da extração do óleo de soja, responsáveis por 44% das vendas do grupo, além das farinhas e pellets (25%) e do óleo bruto de soja (22%).
No segmento sucroenergético, os embarques foram puxados principalmente pelos açúcares de cana, que responderam por 83% das exportações do setor, enquanto o álcool etílico não desnaturado representou 9% do total.










