Uma noite de domingo (2) terminou na delegacia para um casal de São Gabriel do Oeste, após uma discussão motivada por ciúmes evoluir para agressões físicas recíprocas e destruição de objetos dentro de uma residência no Centro da cidade. O caso foi registrado como lesão corporal praticada contra a mulher por razões da condição do sexo feminino, mas ambos os envolvidos relataram terem sido agredidos.
A confusão teve início quando a mulher, de 23 anos, procurou a Polícia Militar para denunciar que havia sido agredida pelo namorado. Segundo ela, o desentendimento começou porque o companheiro teria sentido ciúmes de um profissional que havia instalado um aparelho de ar-condicionado na casa dela.
Durante o primeiro atendimento, os policiais observaram que a jovem apresentava arranhões no braço e na região dos supercílios. Ela ainda afirmou que o namorado tentou enforcá-la durante a briga.
Diante do relato, a equipe policial se deslocou até a residência do suspeito, na Rua Eugênio Ferreira da Cunha. Ao ser abordado, o homem também apresentava marcas visíveis de agressão: edema no rosto, cortes na boca, arranhões no braço esquerdo e nas costas, além de uma mordida na perna esquerda. Ele afirmou que os ferimentos foram causados pela companheira durante a mesma discussão.
Com a autorização do morador, os agentes entraram no imóvel e constataram que uma televisão, um guarda-roupa, o painel de um veículo e um liquidificador estavam danificados. O homem disse que os objetos foram quebrados no calor da briga.
De acordo com o boletim de ocorrência, o casal relatou que, após a primeira discussão e troca de agressões, o homem levou a mulher até a casa dela. No entanto, ela teria retornado ao imóvel dele, onde o conflito recomeçou, resultando em novos ferimentos e na destruição dos pertences.
O homem foi conduzido ao hospital para exame de corpo de delito e, em seguida, encaminhado à Delegacia de Polícia Civil, onde o caso foi formalizado. Já na unidade policial, a jovem acrescentou que há cerca de dois meses também teria sido agredida pelo companheiro, quando ele teria lhe dado um tapa na orelha que provocou sangramento e exigiu atendimento médico.
Questionada sobre a possibilidade de solicitar medidas protetivas de urgência, a vítima informou que, no momento, não pretende requerer a proteção judicial.
O caso agora segue sob investigação da Polícia Civil, que deverá apurar as circunstâncias das agressões e a dinâmica dos fatos para subsidiar as providências legais cabíveis.
Tony Franco









