É do sexo feminino a maioria da população de Mato Grosso do Sul, estado que ocupa o 4º lugar no triste ranking de feminicídios no Brasil. Estes dados indicam dois desafios, segundo o deputado federal e candidato do PT a senador Vander Loubet: ampliar ao máximo a representação feminina nos mandatos políticos e fortalecer os mecanismos institucionais e a mobilização pelos direitos da mulher, sobretudo na proteção contra a violência.
Todos os estudos revelam uma gigantesca discrepância na ocupação dos espaços de decisão, nos quais a presença das mulheres é largamente minoritária, e geralmente em posições inferiores. “Isto se dá nos diversos ambientes, sobretudo políticos e empresariais”, diz Vander. “O que falta não é colocar os gêneros numa arena de competição. O que falta é conquistar esses espaços, fazer valer direitos legítimos, tirar de cena tudo que leva à discriminação, tudo que fortalece o conceito retrógrado de superioridade masculina”, argumenta.
Para Vander, o machismo é um dos fatores de desequilíbrio nas relações da sociedade, além de ser uma das fontes instigadoras da violência. “Não por acaso, o PT e demais forças do campo democrático dão prioridade às lutas pelos direitos das camadas mais atingidas por exclusão e violência, sobretudo mulheres, negros, indígenas e o universo LGBTQIAPN+”, acentua.
O Brasil registrou um recorde de 1.571 feminicídios em 2025 (média de quatro mortes por dia), alta de 4%. Em Mato Grosso do Sul, foram 39 casos no mesmo período (aumento de 10,5%), posicionando o estado com a 4ª maior taxa proporcional do país (2,6 a 2,7 por 100 mil mulheres). Cerca de 65% das vítimas são mulheres negras e a maioria absoluta tem entre 18 e 44 anos.
Presença feminina
A Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB) tem candidatas nas chapas majoritárias e proporcionais. Para o governo, Gilda Gomes dos Santos – a Dona Gilda – é a vice de Fábio Trad. Já na corrida ao Senado, Vander escolheu mulheres para as duas suplências: a educadora e vereadora Maria Diogo e a professora Maju Cordeiro. Um dos nomes na suplência da senadora Soraya Thronicke (PSB), que busca a reeleição, é o da professora e ex-prefeita de Itaquiraí, Sandra Cassone.
“Da parte do PT, também temos que lembrar que há várias eleições temos apresentado chapas proporcionais – seja de deputados federais, deputados estaduais ou vereadores – buscando paridade de gênero nas candidaturas, da mesma forma que aprovamos em nosso partido em 2011, quando aprovamos a paridade nas instâncias de direção partidária”, destacou Vander.
Disparidade
A ocupação dos espaços de decisão política por mulheres – e sua disparidade em comparação à ocupação masculina – pode ser comprovada pelo Congresso Nacional, onde os homens dominam 82% das cadeiras e as mulheres representam apenas 18%.
Essa discrepância fica ainda mais gritante quando analisamos a realidade da população brasileira. No Brasil, as mulheres representam cerca de 51,5% da população (104,5 milhões) e os homens 48,5% (98,5 milhões). Ou seja, há uma diferença de cerca de 6 milhões a mais de mulheres. No caso de Mato Grosso do Sul (2.757.013 habitantes), as mulheres são 1.400.498 (ou 50,08%) e os homens 1.356.515 (ou 49,2%). Dos 2.025.001 eleitores, as mulheres são 52,8% (1.069.440) e os homens 47,1% (955.561).










