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Arroba do boi sobe para R$ 357,05 em MS e supera R$ 362 em São Paulo

O preço médio da arroba do boi gordo em Mato Grosso do Sul chegou a R$ 357,05 nesta terça-feira (29), ante R$ 356,70 na sessão anterior. A valorização acompanhou o movimento registrado em outras regiões produtoras, com São Paulo atingindo a cotação de R$ 362,25.

As escalas de abate mais curtas, concentradas entre seis e sete dias úteis, são o principal fator de sustentação dos preços neste momento. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Iglesias, esse cenário mantém a tendência de alta no curto prazo.

A dificuldade para preencher as programações de abate é maior entre as indústrias de pequeno e médio porte. Os grandes frigoríficos, por sua vez, encontram uma situação mais confortável por contarem com animais de contratos de parceria e de confinamentos próprios.

Mesmo com os reajustes recentes da arroba, o contrato com vencimento em outubro continua negociado acima das cotações do mercado físico. Conforme o analista, essa diferença mantém condições atrativas para operações de proteção de preços e das margens dos produtores.

Entre as praças acompanhadas, Mato Grosso apresentou o maior avanço em reais, com a arroba passando de R$ 336,28 para R$ 339,73. Em Goiás, a cotação subiu de R$ 349,64 para R$ 350,43, enquanto Minas Gerais registrou aumento de R$ 348,24 para R$ 349,71.

Os preços médios da arroba ficaram assim:

  • São Paulo: R$ 362,25, ante R$ 360,27;
  • Mato Grosso do Sul: R$ 357,05, ante R$ 356,70;
  • Goiás: R$ 350,43, ante R$ 349,64;
  • Minas Gerais: R$ 349,71, ante R$ 348,24;
  • Mato Grosso: R$ 339,73, ante R$ 336,28.

Atacado mantém preços elevados

No mercado atacadista, a carne bovina permaneceu nos patamares mais altos alcançados após os reajustes recentes. A proximidade da virada do mês pode estimular a reposição de estoques entre atacadistas e varejistas, abrindo espaço para novas altas.

O avanço, porém, encontra limites na concorrência com outras proteínas. Segundo Iglesias, a carne bovina segue menos competitiva, principalmente em relação ao frango, o que pode reduzir a intensidade dos próximos reajustes.

O quarto dianteiro foi cotado a R$ 21,50 por quilo, enquanto o quarto traseiro ficou em R$ 28. A ponta de agulha atingiu R$ 20 por quilo.

Dólar fecha em queda

O dólar comercial encerrou a sessão com recuo de 0,17%, cotado a R$ 5,2162 para venda e R$ 5,2142 para compra. Ao longo do dia, a moeda norte-americana variou entre R$ 5,1970 e R$ 5,2410.

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