Nos próximos meses, a Argentina poderá registrar importações recordes de carne bovina do Brasil, na esteira do esgotamento da cota brasileira de exportação para a China e de um suposto bloqueio do mercado da União Europeia, a partir de setembro/26.
É o que prevê reportagem publicada no jornal Clarín, citando como fontes importadores e distribuidores da proteína brasileira.
Segundo o jornal, com a saída da China do foco do Brasil, é esperada uma “oferta excedente de cortes brasileiros, que custam cerca de 25% menos do que a carne argentina e apresentam qualidade satisfatória, bem aceita pelos consumidores locais”.
De acordo com a reportagem do Clarín, as importações totais de carne bovina da Argentina, que vêm crescendo rapidamente, poderão representar entre 2,5% e 3% do consumo doméstico neste ano.
Dados da Secex mostram avanço dos embarques
Pelos dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), no acumulado do primeiro semestre de 2026, as exportações de carne bovina in natura para a Argentina totalizaram US$ 57,7 milhões, o que significou aumento de 163,1% (ou + US$ 37 milhões em comparação ao faturamento registrado em igual período de 2025.
Uruguai registra preço histórico nos embarques da proteína
O setor exportador de carne bovina do Uruguai registrou um marco histórico em junho/26: o valor médio FOB da proteína atingiu patamares recordes, destaca a Agrifatto.
A carne congelada com osso obteve uma média de precificação de US$ 4.812 por tonelada, relata a consultoria.
Por sua vez, a carne desossada, o segmento de maior valor agregado, apresentou um desempenho ainda mais contundente: o valor médio saltou para US$ 7.215 por tonelada, rompendo pela primeira vez na história a importante barreira técnica dos US$ 7.000/t.










