A suinocultura de Mato Grosso do Sul mantém ritmo acelerado de expansão em 2026. Entre janeiro e julho, foram abatidos mais de 2,1 milhões de suínos no Estado, crescimento de 16% na comparação com o mesmo período do ano passado.
O desempenho sul-mato-grossense ficou cerca de cinco vezes acima da média brasileira. No País, o número de animais abatidos avançou 3,19% nos sete primeiros meses do ano. No Rio Grande do Sul, a alta foi de 5,6%, enquanto o Paraná registrou crescimento de 4,94%.
Os números levam em consideração os abates realizados sob fiscalização do SIF (Serviço de Inspeção Federal).
A inclusão dos dados de julho confirma a trajetória de crescimento registrada desde o início do ano. No primeiro semestre de 2026, Mato Grosso do Sul havia contabilizado 1,99 milhão de suínos abatidos, resultado 18% superior ao verificado no mesmo período de 2025.
Em todo o Brasil, foram abatidos 29,07 milhões de suínos entre janeiro e julho.
Apesar de apresentar expansão acima da média nacional, Mato Grosso do Sul ainda ocupa a quinta posição no ranking brasileiro de abates. Santa Catarina aparece na liderança, com 9,4 milhões de animais, seguido pelo Paraná, com 6,1 milhões, Rio Grande do Sul, com 6 milhões, e Minas Gerais, com 2,3 milhões.
R$ 250 milhões em crédito
Parte do crescimento da atividade em Mato Grosso do Sul está relacionada aos investimentos realizados para ampliação e modernização das granjas. Aproximadamente R$ 250 milhões em crédito foram destinados ao setor, principalmente por meio do FCO (Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste).
Segundo o presidente da Asumas (Associação Sul-Mato-Grossense de Criadores de Suínos), Renato Spera, além das linhas de financiamento, produtores também utilizaram recursos próprios para investir nas propriedades.
O setor trabalha há aproximadamente três anos com a expectativa de aumentar em cerca de 50% o plantel produtivo até o fim de 2026. Entre os fatores que favorecem a expansão estão a disponibilidade de milho para alimentação dos animais, as condições sanitárias e a possibilidade de ampliação das estruturas das propriedades.
Censo da suinocultura
Um levantamento detalhado sobre a situação da atividade no Estado será apresentado nesta quinta-feira (17), durante o VIII Fórum do Desenvolvimento da Suinocultura, em Dourados.
O Censo da Suinocultura de Mato Grosso do Sul foi elaborado a partir de um questionário com 70 perguntas respondidas pelos produtores. O levantamento reúne informações sobre produção, estrutura das propriedades, localização das granjas e situação econômica dos empreendimentos.
A intenção é identificar as regiões que ainda apresentam potencial para ampliar o número de animais e apontar quais propriedades necessitam de investimentos em áreas como automação, sanidade, gestão e infraestrutura.
O estudo também deverá ajudar o setor a traçar estratégias para os próximos anos diante do crescimento da produção sul-mato-grossense.
Atualmente, a maior parte da carne suína produzida em Mato Grosso do Sul é destinada ao mercado interno. As exportações representam entre 1,6% e 1,8% da produção, indicando que, além da ampliação do plantel e do número de abates, o aumento das vendas ao exterior aparece como uma das possibilidades de crescimento da cadeia produtiva.









