Uma mulher foi encaminhada à Delegacia de Polícia Civil de São Gabriel do Oeste, nesta quinta-feira (17), após a suspeita de falsificação de um documento médico apresentado no Hospital Municipal da cidade.
Segundo informações da Polícia Militar, a corporação foi acionada depois que a unidade de saúde identificou inconsistências no documento apresentado. Uma médica de 28 anos, cujo nome não foi divulgado, informou aos policiais que não havia realizado o atendimento descrito no papel e que também não era responsável pela emissão do documento.
Conforme o registro policial, durante a ocorrência foi relatado que a mulher suspeita de confeccionar o documento teria feito isso diante da possibilidade de estar grávida.
Diante das circunstâncias, a Polícia Militar fez contato com a Polícia Civil, que orientou o encaminhamento da suspeita à delegacia para as providências cabíveis.
Na unidade policial, conforme complemento do registro, a mulher confirmou ter falsificado o documento utilizando inteligência artificial.
Antes de ser apresentada na delegacia, ela passou por exame de corpo de delito, que constatou ausência de lesões aparentes. A condução ocorreu sem necessidade do uso de algemas.
O caso foi registrado como falsificação de documento particular e será apurado pela Polícia Civil. A pena para esse tipo de crime, prevista no Código Penal, pode chegar a cinco anos de reclusão, além de multa — variando conforme a gravidade e as circunstâncias do caso.
As autoridades reforçam que a falsificação de documentos, independentemente do meio utilizado — seja manual ou com apoio de inteligência artificial —, constitui crime e está sujeita às penalidades previstas na legislação brasileira.
A Polícia Civil segue investigando o caso para esclarecer todos os detalhes, incluindo como o documento foi produzido e em que contexto foi apresentado à unidade de saúde. Novas informações poderão ser divulgadas conforme o avanço das apurações.
Tony Franco










