A valorização do suíno vivo sinaliza uma possível recuperação do poder de compra dos suinocultores paulistas, após três meses de queda. O cenário é apontado em levantamento divulgado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) nesta quinta-feira (15).
Em São Paulo, o quilo do animal vivo está cotado a R$ 6,63, com alta de 14,71% no mês. Entre os estados analisados, Minas Gerais apresenta o maior preço, de R$ 6,95 por quilo, e valorização de 13,19%. O Rio Grande do Sul registra tanto a menor cotação, de R$ 5,77, quanto o avanço menos expressivo, de 9,49%.
Segundo pesquisadores do Cepea, agentes do setor relatam aumento no consumo de carne suína pelas famílias. Esse movimento tem estimulado a indústria a buscar novos lotes de animais, sustentando os preços pagos aos produtores.
Os custos com alimentação também contribuem para melhorar a relação de compra dos suinocultores. Enquanto o farelo de soja apresenta preços mais moderados, as cotações do milho recuam.
Diante da oferta elevada, os criadores têm procurado reduzir o peso médio dos animais para diminuir o volume de carne produzido por cabeça. De acordo com o Cepea, essa estratégia tem contribuído para fortalecer as cotações do suíno vivo desde o mês passado.









