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Soja ganha força no mercado brasileiro com alta em Chicago e dólar firme

O mercado brasileiro de soja encerrou a terça-feira (18) com preços firmes e altas em diferentes regiões do país. O movimento acompanhou a valorização dos contratos futuros na Bolsa de Chicago e o avanço do dólar, enquanto vendedores mantiveram resistência em liberar novos volumes.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a moeda norte-americana contribuiu para pequenas elevações nas cotações domésticas, enquanto os prêmios tiveram poucas alterações durante o dia.

Mesmo com compradores mantendo ofertas consideradas firmes, a comercialização permaneceu limitada. Produtores continuaram segurando a soja diante da expectativa de preços melhores, ampliando a diferença entre os valores oferecidos e os pedidos pelos vendedores.

Apesar da sustentação das cotações, não foram registrados grandes volumes de negócios durante a sessão.

Entre as principais praças acompanhadas, Dourados, em Mato Grosso do Sul, teve avanço de R$ 136 para R$ 137 por saca. Em Rondonópolis (MT), a cotação passou de R$ 136 para R$ 138, enquanto Rio Verde (GO) avançou de R$ 137 para R$ 138.

No Sul do país, Passo Fundo (RS) subiu de R$ 144 para R$ 145 e Santa Rosa (RS), de R$ 145 para R$ 146. Em Cascavel (PR), a soja passou de R$ 141 para R$ 142. No porto de Paranaguá (PR), o preço permaneceu em R$ 153, enquanto Rio Grande (RS) avançou de R$ 152 para R$ 153.

Chicago

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos futuros da soja também fecharam em alta, embora abaixo das máximas registradas durante o pregão. Depois de ganhos mais expressivos no início do dia, investidores aproveitaram o movimento para realizar parte dos lucros recentes.

As cotações receberam suporte da valorização do petróleo, das preocupações relacionadas ao conflito no Oriente Médio, da demanda chinesa pela soja norte-americana e da piora nas condições das lavouras dos Estados Unidos.

Os primeiros levantamentos do Crop Tour da Pro Farmer também contribuíram para a sustentação do mercado. Na Dakota do Sul, foram contabilizadas 945,98 vagens em uma área de três pés por três pés, abaixo da média dos últimos três anos, de 1.075,78. Em 2025, a contagem havia alcançado 1.188,45.

Em Ohio, a contagem chegou a 1.197,25 vagens na mesma área, também inferior à média dos últimos três anos, de 1.256,71. No ano passado, o levantamento havia apontado 1.287,28 vagens.

Outro fator positivo foi a demanda chinesa. Exportadores privados dos Estados Unidos informaram ao Departamento de Agricultura norte-americano (USDA) a venda de 136 mil toneladas de soja para a China, com entrega prevista para a temporada 2026/27.

Dados do USDA mostraram ainda uma leve piora nas condições das lavouras. Até 16 de agosto, 61% das plantações estavam classificadas entre boas e excelentes, contra 62% uma semana antes. Outros 29% estavam em situação regular e 10% entre ruins e muito ruins.

Contratos

Os contratos de soja com vencimento em novembro fecharam em alta de 0,75 centavo de dólar, ou 0,06%, cotados a US$ 12,16 3/4 por bushel. Janeiro terminou a US$ 12,31 1/2 por bushel, avanço de 0,50 centavo, equivalente a 0,04%.

No mercado de derivados, o farelo para dezembro subiu US$ 0,10, ou 0,03%, para US$ 318,80 por tonelada. Já o óleo de soja para dezembro recuou 1,68%, encerrando a 69,93 centavos de dólar por libra-peso.

No câmbio, o dólar comercial terminou o dia com valorização de 0,43%, negociado a R$ 5,2217 para venda e R$ 5,2197 para compra. Durante a sessão, a moeda oscilou entre R$ 5,1902 e R$ 5,2217.

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