A expectativa pelo encontro entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, mantém o mercado da soja em compasso de espera. Os operadores acompanham a possibilidade de alterações nas relações comerciais entre os dois países, especialmente nas tarifas, que podem influenciar os preços da commodity.
Segundo Silveira, eventuais mudanças tarifárias têm potencial para provocar oscilações mais expressivas nas cotações e abrir espaço para uma recuperação dos preços.
Enquanto a Bolsa de Chicago aguarda novos fatores que indiquem uma direção para o mercado, no Brasil os preços apresentam poucas mudanças. Nos últimos dias, as cotações alternaram altas e baixas, mas permaneceram em uma faixa relativamente estreita.
Apesar da firmeza dos preços, o ritmo dos negócios diminuiu. O avanço significativo da comercialização nos últimos dois meses reduziu a necessidade de os produtores realizarem novas vendas.
O volume de soja já movimentado pelos portos brasileiros também ajuda a explicar esse cenário. Mais de 105 milhões de toneladas passaram pelo sistema portuário, contribuindo para reduzir a pressão imediata por novas negociações.
“Por isso, os negócios foram mais limitados, enquanto o produtor vai mudando o foco para o plantio da safra nova”, aponta Silveira.
Com as vendas da safra atual mais adiantadas, as atenções se dividem entre os estoques disponíveis, o desempenho das exportações dos Estados Unidos e as condições climáticas para o desenvolvimento das lavouras.
Somadas às decisões comerciais entre norte-americanos e chineses, essas variáveis devem continuar influenciando as cotações e o ritmo de comercialização da soja nas próximas semanas.








