A soja operava em queda na Bolsa de Chicago na manhã desta quarta-feira (4), no oitavo pregão consecutivo de desvalorização, e alcançava o menor preço em 11 semanas. A proximidade do fim da colheita nos Estados Unidos e a maior oferta mundial do grão mantinham a pressão sobre o mercado.
Na sessão eletrônica, o contrato com vencimento em janeiro era negociado a US$ 12,02 por bushel, com recuo de 0,94%, equivalente a 11,50 centavos de dólar em relação ao fechamento anterior.
Além da disponibilidade da safra norte-americana, os operadores acompanhavam a competitividade da soja brasileira. A possibilidade de o Brasil ampliar sua participação nas exportações, principalmente para destinos fora da China, reforçava a perspectiva de concorrência para o produto dos Estados Unidos.
O ritmo das compras chinesas também contribuía para a queda. Mesmo com o anúncio de uma nova venda por exportadores privados, a demanda do país asiático permanecia abaixo das expectativas dos agentes do mercado.
As perdas desta quarta-feira davam continuidade ao movimento registrado na terça-feira (3), quando os contratos futuros encerraram o pregão em baixa. Naquela sessão, a desvalorização do petróleo somou-se aos fatores de oferta e demanda que já pressionavam o grão.
O contrato para janeiro fechou a terça-feira a US$ 12,14 por bushel, com redução de 0,22%, ou 2,75 centavos de dólar. Já o vencimento de março terminou cotado a US$ 12,20 por bushel, uma queda de 0,46%, equivalente a 5,75 centavos.
Com a oferta norte-americana disponível e a disputa por compradores no mercado internacional, as atenções seguem voltadas ao desempenho das exportações e à capacidade da demanda de absorver o volume de soja ofertado.








