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Riedel aponta infraestrutura e qualificação como pilares para novo ciclo do agro em MS

O governador de Mato Grosso do Sul e candidato à reeleição, Eduardo Riedel (PP), colocou infraestrutura, qualificação profissional, tecnologia e atração de investimentos entre os pilares para uma nova etapa de desenvolvimento do agronegócio sul-mato-grossense.

As propostas foram discutidas durante encontro com produtores rurais e lideranças do setor produtivo em Dourados.

O debate passou pela necessidade de melhorar as condições para o escoamento da produção, reduzir custos, ampliar a industrialização dentro do Estado e preparar trabalhadores para as novas vagas criadas pela expansão das cadeias produtivas.

Durante o encontro, Riedel afirmou que 55 mil estudantes do ensino médio da rede estadual estão matriculados em cursos profissionalizantes. Segundo ele, a estratégia busca aproximar a formação dos jovens das necessidades do mercado de trabalho, principalmente diante da expansão dos setores industrial, logístico e tecnológico ligados ao agro.

A infraestrutura também ocupou espaço central nas discussões. Produtores relataram que melhorias em estradas e a digitalização de serviços públicos já reduziram deslocamentos, burocracia e custos na rotina das propriedades.

O pecuarista Paulo César Barbosa Vieira, de Dourados, afirmou que atualmente consegue resolver pela internet procedimentos que antes exigiam viagens.

“Hoje nós não precisamos mais nos deslocar. Conseguimos fazer tudo on-line, de forma fácil”, relatou. Segundo ele, estradas em melhores condições também ajudam a reduzir o tempo e o custo do transporte da produção.

Outro eixo defendido durante o encontro foi o aumento do processamento da produção dentro de Mato Grosso do Sul. A avaliação é de que agregar valor às matérias-primas no próprio Estado pode ampliar a instalação de indústrias, movimentar o setor de serviços e gerar empregos nos municípios.

Presidente do Sindicato Rural de Amambai, Douglas Peixoto destacou os reflexos dos investimentos privados sobre as cidades.

“Quando você injeta mais recurso privado na economia, oxigena. E quem ganha é a população, porque gera emprego direto e indireto, aumenta as cidades e desenvolve as cidades”, afirmou.

Preservação e produção

A relação entre produção rural e preservação ambiental também entrou na pauta. O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), Marcelo Bertoni, citou o Programa de Pagamento por Serviços Ambientais no Bioma Pantanal como instrumento para remunerar produtores que conservam áreas além das exigências previstas em lei.

“Quem preserva hoje é o produtor rural e, quando ele preserva mais do que a lei, é lógico que ele tem que ter um incentivo para isso. Ele faz um bem para a sociedade”, afirmou.

A proposta é fazer com que a conservação ambiental também seja incorporada à dinâmica econômica das propriedades, criando incentivos para a manutenção de vegetação nativa e ações de prevenção a incêndios.

Mobilidade social

Riedel também relacionou a expansão da economia à necessidade de transformar crescimento em oportunidades para a população. Para ele, educação, políticas sociais e desenvolvimento econômico precisam avançar de forma conjunta.

“Mobilidade social é a ambiência que o Estado tem para uma criança ascender socialmente pelos próximos 20 anos”, declarou.

Segundo os dados apresentados no encontro, a parcela da população sul-mato-grossense em situação de extrema pobreza caiu de 2,7% para 1,6% entre 2022 e 2024, enquanto a proporção de pessoas em situação de pobreza recuou de 23% para 17,7% no período.

O encontro também teve caráter eleitoral. Lideranças do setor manifestaram apoio à continuidade da atual gestão, enquanto a senadora Tereza Cristina defendeu a participação de produtores e empresários na campanha de Riedel.

Entre manifestações políticas e reivindicações do setor produtivo, a discussão apontou que o próximo ciclo do agronegócio de Mato Grosso do Sul deverá passar não apenas pelo aumento da produção, mas pela capacidade de melhorar a logística, agregar valor aos produtos, atrair investimentos, preservar recursos naturais e formar mão de obra para as novas atividades econômicas.

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