Mato Grosso do Sul registrou 17,9 milhões de cabeças de gado em 2025, quantidade equivalente a aproximadamente seis bovinos por habitante. Apesar da redução de 4,3% em relação a 2024, quando o rebanho somava 18,7 milhões de animais, o Estado permaneceu na quinta posição do ranking nacional.
Os números integram a Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM), divulgada nesta quarta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para a comparação entre o rebanho e a população, foi considerada a estimativa de 2.946.317 moradores em território sul-mato-grossense.
Segundo o instituto, esta foi a segunda redução consecutiva do efetivo bovino estadual. O resultado retoma a trajetória de retração observada entre 2016 e 2022.
Corumbá mantém o maior rebanho de Mato Grosso do Sul, com mais de 2 milhões de cabeças, equivalentes a 11,7% do total estadual. O município também ocupa a segunda posição entre os maiores rebanhos bovinos do País.
Outros municípios sul-mato-grossenses aparecem entre os destaques nacionais. Aquidauana ocupa o 11º lugar, seguida por Ribas do Rio Pardo, em 14º, e Porto Murtinho, na 21ª posição.
Além da criação de bovinos, Corumbá se destaca pelo maior efetivo de equinos do Brasil, com 34.448 animais.
No ranking estadual de bovinos, a liderança permanece com Mato Grosso, que contabilizou 31,6 milhões de cabeças em 2025. O volume corresponde a 13,5% do rebanho brasileiro, embora também tenha apresentado queda, de 3,7% em relação ao ano anterior.
Retração nacional
O rebanho bovino brasileiro caiu 1,7% em 2025 na comparação com 2024, registrando a segunda redução anual consecutiva. O total chegou a 234,3 milhões de cabeças, abaixo dos 234,9 milhões contabilizados em 2022.
De acordo com o IBGE, o recuo está relacionado ao aumento dos abates nos últimos quatro anos, especialmente de fêmeas.
Entre os municípios, São Félix do Xingu, no Pará, segue na liderança, com 2,7 milhões de bovinos, o equivalente a 1,2% do total nacional.
Depois de Corumbá, segunda colocada, aparecem Porto Velho, em Rondônia, com 1,7 milhão de cabeças; Cáceres, em Mato Grosso, com 1,4 milhão; e Marabá, no Pará, com 1,3 milhão.









