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Pantanal registra maior queda no desmatamento do país, enquanto Amazônia tem menor índice em uma década

O Pantanal foi o bioma brasileiro que apresentou a maior redução proporcional no desmatamento em 2025, com queda de 65,4% em relação ao ano anterior, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O desempenho faz parte de um cenário de redução em todos os biomas brasileiros e coincide com a divulgação de novos números que apontam a Amazônia com o menor índice de desmatamento dos últimos dez anos.

De acordo com o Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), a Amazônia registrou 2.874,38 quilômetros quadrados de áreas sob alerta entre agosto de 2025 e julho de 2026, uma redução de 36,87% em comparação ao ciclo anterior, quando foram identificados 4.495 km². É o menor índice desde o início da série histórica do sistema, em 2016.

Os dados foram apresentados nesta sexta-feira (7) pelo Inpe, em São José dos Campos (SP), durante as comemorações dos 65 anos da instituição.

Além da Amazônia, o Cerrado também apresentou redução nos alertas de desmatamento. No período analisado, foram identificados 5.119,46 km² de áreas desmatadas, volume 7,8% menor que o registrado no ciclo anterior. Diferentemente da Amazônia, a maior parte dessas áreas está localizada em propriedades privadas.

Entre os estados da Amazônia Legal, o Pará liderou os alertas de desmatamento, com 987,27 km², seguido por Mato Grosso (834,41 km²), Amazonas (433,9 km²), Roraima (272,6 km²), Acre (153,8 km²) e Rondônia (114,3 km²). Em comparação ao período anterior, houve redução dos alertas no Pará, Mato Grosso, Amazonas, Acre e Rondônia, enquanto Roraima registrou aumento de 32,5%.

Os números consolidados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes) mostram que o desmatamento caiu 20,1% em todo o Brasil em 2025, na comparação com 2024. Depois do Pantanal, o Pampa apresentou a segunda maior redução, com 41,7%, seguido pela Caatinga (34,3%), Amazônia (15,8%) e Cerrado (11,5%).

O Deter utiliza imagens de satélite para identificar alterações na cobertura vegetal em tempo quase real, permitindo que os órgãos de fiscalização atuem com maior rapidez diante de indícios de desmatamento. Já o Prodes realiza o cálculo oficial da taxa anual de desmatamento, servindo como principal referência para o acompanhamento da perda de vegetação no país.

Durante a apresentação dos dados, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou a redução dos índices e afirmou que os resultados reforçam o compromisso brasileiro com a preservação ambiental. O presidente também relacionou os números ao debate internacional sobre barreiras comerciais ligadas às questões climáticas.

As estatísticas foram bem recebidas por entidades ambientais. O Observatório do Clima afirmou que os resultados demonstram que o Brasil pode cumprir a meta de eliminar o desmatamento até 2030. Na mesma linha, o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) avaliou que os dados consolidam uma trajetória positiva e mostram que é possível avançar rumo ao desmatamento zero, mesmo diante de desafios como as mudanças climáticas e os efeitos do El Niño.

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