Comprometido com o respeito ao eleitor e o diálogo republicano sobre os caminhos para o futuro de Mato Grosso do Sul, o candidato da coligação “Por um MS do Povo”, Fábio Trad (PT), participou nesta segunda-feira (1ba7/08) do primeiro debate entre os postulantes ao cargo de governador nas eleições de 2026. Dos oito inscritos na Justiça Eleitoral, apenas o governador Eduardo Riedel não compareceu, atitude lamentada por Trad logo em suas primeiras intervenções.
“Lamento profundamente a ausência do atual governador. O debate é o momento sagrado da democracia em que o eleitor pode comparar projetos e cobrar resultados. Fugir do confronto de ideias é demonstrar um desrespeito com a população sul-mato-grossense que quer saber para onde está indo o dinheiro do estado”, declarou Fábio Trad ao abrir suas falas.
Foram quase duas horas de perguntas e respostas, tempo no qual Fábio Trad destacou-se pela assertividade em apontar gargalos para que o desenvolvimento e as riquezas de Mato Grosso do Sul cheguem para todos.
Durante os blocos de temas sorteados, Fábio Trad questionou a política de incentivos fiscais praticada pelo atual Executivo, apontando uma discrepância entre o volume de investimentos direcionados aos serviços básicos e as isenções concedidas a grandes grupos econômicos. O candidato argumentou que o estado perde margem de manobra financeira ao deixar de arrecadar somas expressivas que poderiam financiar a infraestrutura de municípios do interior e desafogar as unidades de pronto atendimento, inclusive com a perda de vidas.
Fábio Trad defendeu uma revisão das prioridades do orçamento, para que sobre recursos para atender quem mais precisa, como por exemplo a população idosa, que representa 15% da população estadual, sem que haja políticas públicas efetivas para atender essas pessoas.
“Diga-me como gasta o dinheiro e eu te direi quem você protege. O governo deixou de arrecadar mais de 12 bilhões de reais para favorecer poucos empresários do agronegócio, e é por isso que não tem dinheiro para investir na saúde, segurança e educação”, afirmou Fábio Trad durante o confronto de ideias.
Ao abordar a situação da saúde pública, o postulante à chefia do Executivo falou do não cumprimento de promessas históricas sobre a regionalização dos exames e consultas de alta e média complexidade. Segundo Trad, a falha na descentralização sobrecarrega hospitais de referência na capital e em Dourados, forçando pacientes a percorrerem centenas de quilômetros em busca de socorro médico. Para ilustrar o problema, citou casos de famílias afetadas pela lentidão nas filas de regulação do estado.
Voz de verdade para as mulheres
No campo da representatividade e da modernização da gestão pública, o candidato fez um compromisso direto com a equidade de gênero na alta administração estadual, ressaltando o papel de sua companheira de chapa, a candidata a vice-governadora Dona Gilda. Fábio Trad garantiu que, se eleito, promoverá uma mudança estrutural na composição do primeiro escalão do Governo do Estado:
“No nosso governo, as mulheres não estarão em posições secundárias ou figurativas; elas assumirão o protagonismo decisório. Vamos formar um secretariado composto por 70% de mulheres, capacitadas e comprometidas em liderar as transformações que Mato Grosso do Sul precisa, a começar pela força e pela história que a professora Dona Gilda traz para a nossa chapa”, destacou o candidato petista.
A segurança pública e a valorização dos servidores estaduais também integraram as intervenções do candidato. Trad classificou como incompatível a retórica de combate ao crime organizado diante da estagnação salarial e da falta de estrutura relatada pelas corporações policiais no estado. Para ele, a valorização do efetivo passa pela convocação imediata de aprovados em concursos e pelo reajuste de benefícios defasados.
Fábio Trad abordou outros eixos estratégicos para o desenvolvimento do estado durante o embate:
Defendeu que o estado precisa ir além de ser apenas um exportador de matéria-prima bruta, investindo em tecnologia e industrialização local para gerar empregos mais qualificados e salários mais altos.
Reforçou a necessidade urgente de uma rede transversal de proteção e suporte financeiro/psicológico às vítimas de violência doméstica, integrando segurança, assistência social e saúde.
Apontou a necessidade de incluir populações indígenas e comunidades quilombolas no planejamento orçamentário do estado, promovendo cidadania, saneamento e acesso à água potável nas aldeias.
Reafirmou que o alinhamento com o presidente Lula será fundamental para atrair novos investimentos em infraestrutura e habitação para Mato Grosso do Sul.
Nas considerações finais, Fábio Trad reafirmou o compromisso de sua chapa com a justiça social e a elevação do poder de compra das famílias sul-mato-grossenses:
“Nós não queremos empobrecer os ricos honestos; nós queremos que os pobres ascendam à classe média para que tenha maior número de consumidores e todos possam prosperar em harmonia”, concluiu.










