A produção agrícola de Mato Grosso do Sul movimentou R$ 47,8 bilhões em 2025, crescimento de 33,9% em relação aos R$ 35,7 bilhões registrados no ano anterior. Com o resultado, o Estado aparece entre os principais produtores do País, ocupando a oitava posição nacional em valor da produção agrícola.
Os números fazem parte da Produção Agrícola Municipal (PAM), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os valores consideram o volume produzido e os preços praticados na comercialização das lavouras.
O desempenho de Mato Grosso do Sul acompanhou a recuperação da agricultura brasileira depois das dificuldades climáticas enfrentadas em 2024. No País, a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas alcançou 345,4 milhões de toneladas em 2025, crescimento de 18,2%.
O valor total da produção agrícola brasileira chegou a R$ 927,2 bilhões, alta de 18,4% sobre o ano anterior. Os números são apresentados em valores correntes, sem correção pela inflação.
Na liderança nacional aparece Mato Grosso, com R$ 165,6 bilhões em produção agrícola. Em seguida estão São Paulo, com R$ 124 bilhões; Minas Gerais, com R$ 109,4 bilhões; Paraná, com R$ 87,7 bilhões; Goiás, com R$ 72,7 bilhões; Rio Grande do Sul, com R$ 71,3 bilhões; e Bahia, com R$ 55,5 bilhões. Mato Grosso do Sul vem logo depois, com R$ 47,8 bilhões.
Área cultivada bate recorde
O levantamento também mostra que o Brasil superou, pela primeira vez, a marca de 100 milhões de hectares de área colhida. Foram 100,6 milhões de hectares em 2025, expansão de 4,4% em comparação com o ano anterior.
A superfície equivale a aproximadamente 1 milhão de quilômetros quadrados, área superior à extensão territorial de Mato Grosso, que possui pouco mais de 903 mil quilômetros quadrados.
A soja continuou sendo o principal produto agrícola brasileiro. A oleaginosa respondeu por 34% de todo o valor da produção nacional, movimentando aproximadamente R$ 315,2 bilhões.
A safra brasileira de soja chegou a 165,2 milhões de toneladas, aumento de 14,4% em relação a 2024, o equivalente a 20,8 milhões de toneladas adicionais.
Segundo o IBGE, o mercado internacional contribuiu para sustentar as cotações do grão. As disputas comerciais entre Estados Unidos e China aumentaram a procura chinesa pela soja brasileira, ajudando a manter os preços internos.
Algodão e café também avançam
Outro destaque foi o algodão. A produção aumentou 16,4% e alcançou 6 milhões de toneladas. O avanço da produtividade, associado aos investimentos em tecnologia e eficiência no campo, contribuiu para consolidar o Brasil entre os principais fornecedores mundiais da fibra.
O café também apresentou forte valorização. O valor da produção cresceu 44,7% e se aproximou de R$ 100 bilhões. A produção física chegou a 3,4 milhões de toneladas, avanço de 3%.
Nesse caso, o crescimento do faturamento ocorreu principalmente pela valorização da saca no mercado internacional.
Centro-Oeste retoma liderança
O desempenho de Mato Grosso do Sul ajudou o Centro-Oeste a voltar à liderança entre as regiões brasileiras em valor da produção agrícola.
A região movimentou R$ 288 bilhões em 2025, crescimento de 31,8%, impulsionada principalmente pelas lavouras de soja, milho e algodão.
O Sudeste ficou em segundo lugar, com R$ 271 bilhões, puxado principalmente pelo café e pela cana-de-açúcar. Na sequência aparecem Sul, com R$ 181,1 bilhões; Nordeste, com R$ 113,7 bilhões; e Norte, com R$ 73,4 bilhões.
Entre 2018 e 2023, o Centro-Oeste havia liderado o ranking regional. O Sudeste recuperou a primeira posição em 2024, mas perdeu novamente a liderança no ano passado









