O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou nesta quinta-feira (8) que as restrições impostas pela União Europeia à carne brasileira devem ser superadas e terão efeitos temporários sobre o comércio. A declaração foi feita a jornalistas antes do evento Conexões Produtivas, na sede da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).
O veto foi anunciado em maio, poucos dias após o início da aplicação provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, e entrou em vigor no começo de setembro. Com a medida, o Brasil ficou fora da lista de países autorizados a vender carne bovina, suína e de frango, além de mel, pescados e ovos, às 27 nações do bloco.
Segundo Rosa, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) mantém negociações para superar as barreiras, com soluções já encaminhadas para carne, frango e mel.
“Acho que isso vai ser superado. A retração que pode ocorrer nesse caso específico é temporária, passageira, ela não vai se perpetuar”, declarou.
O ministro afirmou ainda que o veto antecedeu a assinatura do acordo e não está diretamente relacionado ao tratado de livre-comércio, ao Brasil ou ao Mercosul.
O presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Laudemir Müller, classificou a discussão como “eminentemente fitossanitária”. Apesar das restrições europeias, ele afirmou que o país deve alcançar um novo recorde nas exportações de carne, com receita de US$ 18 bilhões em 2026.
As negociações continuam, enquanto permanece em vigor a restrição à entrada dos produtos brasileiros no mercado europeu.








