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Embrapa capacita alunos do UniSenai-MT em pulverização eletrostática

A Embrapa Meio Ambiente ministrou um minicurso sobre Pulverização Eletrostática em 07 de fevereiro, no Centro de Treinamento do Instituto Mato-grossense do Algodão (ImaMT), em Campo Verde (MT). O convite foi feito pelo Centro Universitário Senai Mato Grosso (UniSenai-MT), como parte de um Treinamento em Tecnologia de Aplicação Aérea e Terrestre, realizado nos dias 06 e 07 de fevereiro.

A atividade teve como objetivo promover a formação especializada e aplicada em temas de ponta no agronegócio, trazendo discussões técnico-científicas atualizadas e experiências inovadoras do setor produtivo e de pesquisa em Mato Grosso.

A iniciativa, que disponibilizou 60 vagas, é fruto de uma parceria do UniSenai-MT com a Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa) e com o ImaMT. O minicurso integrou a grade da disciplina Tecnologia de Aplicação Aérea e Terrestre, do MBA em Inovação Tecnológica no Agronegócio, do Programa de Pós-Graduação Lato sensu oferecido pelo UniSenai.

O objetivo principal da capacitação foi qualificar estudantes de pós-graduação do UniSenai para a adoção de boas práticas na aplicação de defensivos agrícolas. O conteúdo do minicurso abordou tanto a aplicação aérea quanto a terrestre, com ênfase no uso da pulverização eletrostática, contribuindo para maior eficiência, segurança e sustentabilidade no manejo fitossanitário.

No treinamento os participantes acompanharam também aula expositiva e demonstrações práticas sobre inversão térmica, com encerramento das atividades em uma visita técnica ao campo e às instalações do Instituto Mato-grossense do Algodão, em Campo Verde (MT).

Aulas teórico-práticas reforçam absorção total do conteúdo

A programação da capacitação incluiu aulas teóricas, atividades práticas e visita técnica. A aula expositiva sobre tecnologia de aplicação de defensivos de caráter teórico-prático, com ênfase predominante para as atividades de campo, foi ministrada pelo pesquisador da Embrapa Meio Ambiente Aldemir Chaim, e na sequência aula prática sobre o uso de equipamentos de pulverização, regulagem de pulverizadores e monitoramento da deposição de gotas, com o apoio do analista do Setor de Implementação da Programação de Transferência de Tecnologia (SIPT) da Embrapa Meio Ambiente Luiz Guilherme Wadt.

Segundo Chaim, a opção por priorizar a prática foi estratégica. “A teoria ensina, mas muitas vezes não é suficiente para que o aluno compreenda plenamente. Quando fazemos demonstrações práticas, mostrando como as coisas funcionam, o entendimento é muito maior e o interesse também cresce”, afirmou.

De acordo com ele, a metodologia adotada contribuiu diretamente para o sucesso do curso. Durante as atividades, os participantes puderam observar na prática o funcionamento da pulverização eletrostática e comprovar a eficiência da tecnologia mesmo com volumes muito reduzidos de calda. “A experiência despertou grande interesse do público, especialmente em relação às tecnologias desenvolvidas pela Embrapa”, enfatiza.

O pesquisador do ImaMT e um dos coordenadores da capacitação, Guilherme Rolim, também avaliou de forma positiva o treinamento. De acordo com ele, o minicurso foi estruturado de maneira altamente interativa, combinando teoria e prática, o que facilitou o aprendizado do público-alvo, formado por gerentes de fazenda, consultores e proprietários rurais interessados em melhorar a performance das aplicações agrícolas. A proposta, segundo ele, foi apresentar soluções concretas para desafios enfrentados no campo, principalmente no controle de pragas no algodão em Mato Grosso.

A tecnologia de aplicação com indução de carga elétrica, conhecida como pulverização eletrostática, foi destacada como uma alternativa eficiente para o manejo de pragas como o bicudo-do-algodoeiro, a mosca-branca, ácaros e lagartas, com ênfase na Spodoptera frugiperda, que têm causado prejuízos significativos à cultura do algodão em Mato Grosso.

Rolim ressaltou que muitos participantes desconheciam a pulverização eletrostática antes do treinamento. A abordagem didática adotada por Chaim na parte teórica facilitou a compreensão do tema, enquanto a etapa prática consolidou o aprendizado. Durante as atividades práticas, foram utilizadas caldas com corantes fluorescentes e lâmpadas de ultravioleta, permitindo a visualização da deposição do produto nas plantas, incluindo a parte inferior das folhas, caule e pecíolo, o que evidenciou a eficiência da tecnologia. Para ele, o caráter visual da prática foi essencial para demonstrar os benefícios da aplicação eletrostática e despertar o interesse dos participantes. “Foi uma experiência muito rica, que fechou o curso com chave de ouro”, afirmou.

Ao resumir a experiência, Rolim definiu o curso em uma palavra: excelência, destacando a qualidade do conteúdo, a didática dos palestrantes e a participação expressiva dos alunos, os quais avaliaram o minicurso como de ótimo conteúdo, em que todas as dúvidas foram sanadas, bem como o fornecimento de materiais para estudo que vão contribuir ainda mais com os conteúdos. Parabenizaram também pelas inovações apresentadas para a melhoria da lavoura.

Para Chaim, o resultado superou as expectativas. Ele destaca que a receptividade foi extremamente positiva e que o envolvimento dos participantes demonstrou a eficácia do formato adotado. “Foi excelente, maravilhoso. O curso funcionou muito bem”, concluiu.

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