Dois homens, de 27 e 32 anos, foram presos na noite de sábado (17), em Coxim, a cerca de 250 quilômetros de Campo Grande, após um ataque a tiros que deixou um jovem de 26 anos ferido. Conforme a Polícia Militar, os suspeitos saíram de Alcinópolis para matar um homem que seria ligado a uma facção rival.
A ocorrência começou por volta das 22h, quando uma equipe da Força Tática ouviu disparos durante patrulhamento próximo ao cemitério da Rua Frei Cirino. Em seguida, os militares avistaram uma motocicleta preta em alta velocidade, seguindo em direção à BR-359.
Após acompanhamento, os policiais abordaram os ocupantes nas proximidades da Curva da Rosa. Com o passageiro, de 27 anos, foram encontrados um revólver calibre 38 na cintura e cinco munições no bolso da jaqueta. O condutor, de 32 anos, também foi preso.
De acordo com a PM, os dois relataram que chegaram a Coxim em um carro de aplicativo para atacar um homem apontado como integrante do Comando Vermelho. A viagem teria sido custeada por uma mulher de 23 anos, identificada pelos suspeitos como integrante do PCC.
Ainda conforme o relato da dupla aos policiais, ela teria recebido os dois na cidade, fornecido a arma e indicado o momento em que o alvo estaria desprotegido.
Na residência da mulher, os militares localizaram 112 gramas de maconha dentro de uma mala e três munições calibre 32 em uma caixa de perfume. Ela afirmou que apenas recebeu os suspeitos por determinação de outra pessoa. O irmão dela, de 20 anos, disse que buscou a motocicleta utilizada no ataque a pedido da irmã.
O veículo estava na casa de um homem de 41 anos. Questionado, ele contou que uma mulher de 33 anos havia deixado a moto no endereço. Localizada em sua residência, ela confirmou o relato. Ao todo, seis pessoas foram encaminhadas à delegacia da Polícia Civil.
O jovem baleado foi encontrado em uma casa desabitada na Vila Piqui, perto do local dos disparos. Ele apresentava um ferimento na perna direita, próximo ao joelho, e foi socorrido pelo Samu até o Hospital Regional de Coxim.
Aos policiais, a vítima negou ligação com facções criminosas e afirmou que não conseguiu identificar os responsáveis pelo ataque.









