A diretora-clínica da Santa Casa de Campo Grande, Izabela Falcão, afirmou que o governador Eduardo Riedel se comprometeu a buscar e direcionar recursos para ajudar a garantir a permanência das equipes médicas na instituição. O compromisso ocorre em meio à crise que levou à suspensão de atendimentos ambulatoriais e cirurgias eletivas e ao alerta de uma possível saída em massa de médicos.
Segundo Izabela, representantes do hospital e médicos do Corpo Clínico participaram nesta semana de uma reunião com Riedel e o secretário estadual de Saúde, Maurício Simões, para discutir a situação da Santa Casa.
“Essa semana tivemos uma reunião com o governador Eduardo Riedel e o secretário de Saúde, doutor Maurício Simões, juntamente com alguns médicos do Corpo Clínico da Santa Casa. O governador demonstrou bastante preocupação com a situação e reconhece a importância desse hospital no Estado”, declarou.
De acordo com a diretora-clínica, Riedel assumiu o compromisso de buscar recursos para auxiliar na manutenção das equipes médicas e analisar alternativas para assegurar o funcionamento da instituição.
“O governador se comprometeu a buscar e direcionar recursos que contribuirão para a permanência das equipes médicas aqui na nossa instituição. Também vai avaliar alternativas que garantam o suporte financeiro para que o hospital mantenha o seu pleno funcionamento”, afirmou.
Entenda
A manifestação ocorre pouco mais de duas semanas depois de Izabela tornar pública a situação enfrentada pela Santa Casa. No dia 29 de julho, a diretora-clínica anunciou a paralisação dos atendimentos ambulatoriais e a suspensão das cirurgias eletivas.
Na ocasião, ela explicou que a decisão havia sido tomada em conjunto com os chefes de serviço diante da escassez de insumos e materiais cirúrgicos, além dos atrasos nos pagamentos de médicos contratados como pessoa jurídica (PJ) e profissionais autônomos.
Izabela afirmou que a medida também tinha o objetivo de dar transparência à população sobre as condições enfrentadas pelo hospital. Como diretora-clínica, ressaltou ter responsabilidade ética e legal de assegurar tanto a qualidade da assistência aos pacientes quanto condições adequadas de trabalho aos profissionais.
O alerta mais grave feito naquele momento foi sobre o risco de uma saída em massa de médicos. Segundo a diretora, caso as pendências não fossem solucionadas no prazo de 30 dias, profissionais de diferentes especialidades poderiam deixar a Santa Casa.
A mobilização envolve médicos de cirurgia geral, cirurgia geral pediátrica, cirurgia cardíaca, cirurgia cardíaca pediátrica, cirurgia vascular, cardiologia intervencionista, urologia, ortopedia, radiologia, radiologia intervencionista, ultrassonografia e psiquiatria.
Mesmo diante da crise, os atendimentos de hematologia, oncologia e transplante renal foram mantidos normalmente, em razão da alta complexidade e das condições dos pacientes atendidos por esses serviços.
A decisão de suspender parte dos atendimentos também foi comunicada aos órgãos competentes, entre eles o Conselho Regional de Medicina (CRM), o Ministério Público e as secretarias estadual e municipal de Saúde.
Agora, após a reunião com o governo estadual, Izabela demonstrou expectativa de que as medidas discutidas sejam colocadas em prática.
“Recebemos esse compromisso com muita segurança e responsabilidade e seguiremos trabalhando com a certeza de que essas medidas serão concretizadas”, completou a diretora-clínica.









