A Prefeitura Municipal de Coxim, por meio da equipe de Vigilância em Saúde e Controle de Vetores, está reforçando a utilização das ovitrampas — armadilhas de monitoramento entomológico — para controlar a população do mosquito Aedes aegypti. A iniciativa, que já completa três anos no município, visa antecipar focos de doenças como Dengue, Zika e Chikungunya através da coleta e contagem de ovos do transmissor em pontos estratégicos da área urbana.
As ovitrampas consistem em pequenos recipientes pretos com água e uma palheta de madeira (eucatex), que simulam o ambiente ideal para a reprodução do mosquito. Segundo os técnicos da Vigilância, o mapeamento é feito de forma rigorosa: as armadilhas são instaladas em um quadrante imaginário a cada 250 ou 300 metros. A escolha dos locais prioriza residências ou terrenos com maior acúmulo de materiais, onde a probabilidade de infestação é naturalmente mais alta.

O trabalho não se trata apenas da instalação. Semanalmente, os agentes visitam os pontos de monitoramento para recolher as palhetas e analisar a densidade de ovos. Esse dado gera um índice de infestação que orienta as ações da prefeitura, permitindo intervenções rápidas onde o risco é iminente.
Além do projeto das ovitrampas, a Vigilância Epidemiológica mantém um cronograma de ações diretas, que incluem:
- Retirada de pneus em borracharias, oficinas mecânicas e residências;
- Fiscalização de terrenos baldios e imóveis abandonados;
- Bloqueio químico em áreas com casos suspeitos;
- Educação em saúde junto à comunidade.
A importância da colaboração popular
Durante as vistorias, a equipe ressalta que o sucesso do projeto depende da recepção dos moradores. No vídeo, um colaborador local é visto auxiliando os agentes, demonstrando a necessidade da parceria entre o poder público e o cidadão. “A prevenção começa dentro de casa”, reforça a campanha institucional.
A orientação para os moradores de Coxim é que permitam a entrada dos agentes devidamente identificados e mantenham a rotina de eliminar recipientes que possam acumular água parada, especialmente após períodos de chuva.










