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Chuvas desaceleram colheita do milho, mas quase 530 mil hectares já foram colhidos em Mato Grosso do Sul

A colheita do milho segunda safra 2025/2026 segue avançando em Mato Grosso do Sul, mesmo com os impactos provocados pelas chuvas registradas nas últimas semanas. Levantamento do Projeto SIGA-MS aponta que 24% da área cultivada no Estado já foi colhida, o equivalente a aproximadamente 530 mil hectares.

O ritmo dos trabalhos varia entre as regiões. A região Centro lidera o avanço da colheita, com 28% da área já colhida, seguida pela região Sul, que alcançou 26%. Já na região Norte, os trabalhos ainda estão em estágio inicial, com apenas 4,2% da área colhida.

Apesar da evolução, o desempenho ainda está abaixo do registrado no mesmo período da safra anterior. Em comparação com a segunda safra 2024/2025, a colheita apresenta atraso de 7,6 pontos percentuais, reflexo do elevado volume de chuvas que atingiu os principais municípios produtores e dificultou a entrada das máquinas nas lavouras.

Segundo o coordenador técnico da Aprosoja/MS, Gabriel Balta, a colheita entrou na fase de maior intensidade, mas o clima continua sendo um fator decisivo para o avanço das operações.

“Mesmo com o atraso em relação ao ciclo anterior, a colheita entrou na fase de maior intensidade. Os produtores têm aproveitado as janelas de tempo seco para avançar com as operações, porém as chuvas registradas ao longo de julho impactaram o ritmo dos trabalhos em diversas regiões produtoras”, afirmou.

A previsão meteorológica indica que entre os dias 27 de julho e 12 de agosto ainda poderão ocorrer acumulados de chuva entre 10 e 80 milímetros, principalmente nas regiões Sul, Sudeste e Leste de Mato Grosso do Sul. Caso o cenário se confirme, o avanço da colheita poderá continuar em ritmo mais lento nas próximas semanas.

No mercado, os preços das commodities seguem relativamente estáveis no Estado. A saca da soja é negociada, em média, a R$ 125,62, enquanto o milho registra cotação média de R$ 48,84 por saca. Esses valores influenciam diretamente as decisões de comercialização dos produtores, que acompanham tanto o andamento da colheita quanto as condições climáticas e o comportamento do mercado.

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