Neste sábado (1º) e domingo (2). os moradores e visitantes de Coxim e de diversas regiões do Brasil, Bolívia e Paraguai são convidados a participar da segunda edição do Big Day das Araras-Azuis.
Trata-se de um mutirão de ciência cidadã organizado pelo Instituto Arara Azul, idealizado pela bióloga Neiva Guedes, com o objetivo de contabilizar e mapear a distribuição da arara-azul-grande na natureza para auxiliar nas ações de conservação da espécie.
Em conversa sobre a mobilização no município de Coxim, a gerente municipal de turismo da prefeitura de Coxim, Daiane Azollin, destacou que a iniciativa é um convite amplo a toda a sociedade.
Daiane compartilhou as orientações de participação repassadas pela jornalista Cláudia Gaigher, que ressaltou a relevância científica do engajamento popular para o mapeamento e a preservação das aves no Pantanal e em outros biomas.
A dinâmica para participar é simples e não exige equipamentos profissionais. Os interessados devem sair a campo no sábado ou no domingo e ir a locais onde costumam avistar as aves — como áreas rurais, beiras de rios, praças ou quintais.
Ao avistar a arara-azul-grande (espécie toda azul com detalhe amarelo ao redor dos olhos e do bico, diferente da arara-canindé, que possui a barriga amarela), o participante deve registrar uma foto ou vídeo e anotar a data, o local e a quantidade de indivíduos observados.

Araras Azuis fotografadas na região do Jauru em Coxim. Foto Ariel Albrecht.
Os dados e arquivos de mídia devem ser enviados diretamente para a equipe de pesquisadoras do Instituto Arara Azul por meio do WhatsApp oficial da campanha: (67) 99871-0752.
As informações coletadas alimentam um banco de dados e um mapa de ocorrência atualizado da espécie. Esse levantamento é fundamental para que os cientistas tracem novas estratégias de proteção, especialmente após os focos de incêndio que atingiram o Pantanal, destruindo árvores de ninho e áreas de acurizais, cujos coquinhos representam a base da alimentação das araras-azuis-grandes.
Com a colaboração de observadores no Brasil e nos países vizinhos, o Big Day busca fortalecer o conhecimento coletivo e garantir o monitoramento contínuo da biodiversidade pantaneira.










