A arroba do boi gordo em Dourados, em Mato Grosso do Sul, permaneceu em R$ 370 na modalidade a prazo, conforme levantamento de 15 de outubro. O valor não apresentou alteração em relação ao fechamento da semana anterior, enquanto outras praças pesquisadas registraram valorização.
Na capital paulista, a cotação passou de R$ 380 para R$ 385, avanço de 1,32%. Em Goiânia, o preço subiu de R$ 360 para R$ 365, aumento de 1,39%. Já em Uberaba, em Minas Gerais, a arroba chegou a R$ 370, alta de 1,37% sobre os R$ 365 anteriores.
Em Cuiabá, o valor passou de R$ 345 para R$ 350, crescimento de 1,45%. Vilhena, em Rondônia, apresentou a maior alta percentual entre as praças citadas: 1,96%, com a arroba passando de R$ 358 para R$ 365.
O comportamento dos preços nos próximos meses também dependerá do ritmo dos embarques para a China. A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) solicita a criação de um sistema interno de gestão da cota, com controle das remessas para evitar que o limite de 2027 seja atingido antecipadamente.
Na avaliação de Iglesias, caso o pedido seja atendido, a tendência é de estabilização das cotações, com altas pontuais.
“No entanto, se esse sistema de gestão interno não for contemplado, o preço da arroba vai explodir porque poderemos embarcar para a China até 400 mil toneladas de carne entre novembro e dezembro, elevando muito a demanda”, ressalta.
Para 2027, a cota de exportação de carne bovina para o mercado chinês será de 1,128 milhão de toneladas, volume 2% superior ao limite de 1,106 milhão de toneladas estabelecido para 2026.
No atacado, os preços da carne bovina se mantiveram firmes durante a semana. Segundo Iglesias, a perspectiva de consumo no último trimestre sustenta as cotações, embora a concorrência com outras proteínas restrinja novos aumentos.
“A expectativa relacionada ao consumo no último trimestre oferece sustentação às cotações, mas o potencial de novas altas permanece limitado pela maior competitividade da carne de frango e dos cortes suínos.”
O quarto traseiro bovino passou de R$ 28,50 para R$ 29,50 por quilo, alta de 3,51%. Já o quarto dianteiro avançou de R$ 21,50 para R$ 22 por quilo, aumento de 2,33%.
Nas exportações, o Brasil acumulou receita de US$ 377,937 milhões com as vendas de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada nos primeiros sete dias úteis de outubro, conforme a Secretaria de Comércio Exterior (Secex). A média diária foi de US$ 53,991 milhões.
O volume embarcado somou 61.321 toneladas, com média de 8.760 toneladas por dia útil. O preço médio ficou em US$ 6.163,30 por tonelada.
Na comparação com outubro de 2025, a receita média diária caiu 33,1%, enquanto a quantidade média embarcada por dia recuou 39,9%. Em contrapartida, o preço médio da tonelada aumentou 11,3%.








