A agroindústria ocupa posição de destaque na estrutura industrial de Campo Grande, com atividades ligadas ao abate e processamento de carnes, fabricação de alimentos, beneficiamento de soja, produção de ração animal e curtumes. Os segmentos ajudam a conectar a produção agropecuária de Mato Grosso do Sul ao mercado consumidor e à cadeia de exportações.
A força dessas atividades está inserida em um parque industrial que reúne cerca de 3 mil estabelecimentos ativos na Capital, número equivalente a 35% de todas as empresas industriais de Mato Grosso do Sul. Os dados são do Observatório da Indústria da Fiems.
Somente na Indústria da Transformação são aproximadamente 1.350 empresas distribuídas por mais de 30 atividades econômicas. Além dos segmentos diretamente relacionados ao agronegócio, aparecem entre os principais ramos a confecção e o vestuário, a fabricação de refrigerantes, produtos de metal e plástico e móveis.
A presença da agroindústria ganha relevância também pela vocação econômica de Mato Grosso do Sul, onde as cadeias da pecuária e da produção de grãos fornecem matéria-prima para frigoríficos, indústrias alimentícias e outras empresas instaladas na Capital.
Outro setor de peso é a construção civil. Campo Grande conta com 1.518 empresas voltadas à construção de edifícios, obras de infraestrutura, instalações e serviços especializados, atividades diretamente relacionadas ao crescimento urbano e aos investimentos realizados no município.
A estrutura industrial campo-grandense ainda inclui 74 empresas classificadas como Serviços Industriais de Utilidade Pública e outras 12 ligadas à Indústria Extrativa Mineral.
Além da quantidade de estabelecimentos, a indústria exerce papel importante na geração de empregos. Cerca de 45 mil trabalhadores possuem vínculo formal com o setor em Campo Grande, o equivalente a aproximadamente 25% de todos os empregos industriais existentes no Estado.
A massa salarial também movimenta outros setores da economia. No último ano, as empresas industriais da Capital desembolsaram mais de R$ 1,7 bilhão em salários, recursos que retornam à economia por meio do consumo de bens e serviços.
Parte significativa da produção campo-grandense também chega ao mercado internacional. As exportações de produtos industrializados fabricados no município ultrapassaram US$ 700 milhões no último ano e tiveram como destino mais de 80 países.
Os números reforçam o peso de Campo Grande na economia estadual. Ao completar 127 anos, a Capital mantém uma indústria diversificada, com forte presença das cadeias relacionadas ao agronegócio, da construção civil e de diferentes segmentos da transformação.









