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Agroindústria impulsiona contratação de mão de obra em MS e abre 2,2 mil vagas

A agroindústria de Mato Grosso do Sul ampliou a contratação de mão de obra em 2026, com pelo menos 2.275 novos empregos formais gerados entre janeiro e julho somente em segmentos ligados à produção de etanol, açúcar e ao abate de bovinos, suínos e aves.

O maior destaque foi a fabricação de álcool, responsável pela abertura de 1.108 vagas no período. Na sequência aparecem o abate de suínos, com saldo de 533 empregos; abate de aves, com 273; fabricação de açúcar, com 185; e abate de bovinos, com mais 176 postos de trabalho.

Os números ajudam a explicar o desempenho da indústria de Mato Grosso do Sul, que terminou os primeiros sete meses do ano com saldo positivo de 10.125 vagas com carteira assinada, segundo levantamento do Observatório da Indústria do Sistema Fiems com base no Novo Caged.

Foi o segundo maior resultado da série histórica do levantamento para o período de janeiro a julho e o segundo ano consecutivo em que a indústria sul-mato-grossense ultrapassou a marca de 10 mil novos empregos.

Com o resultado, o setor industrial respondeu por 53% de todo o saldo de empregos formais gerados em Mato Grosso do Sul em 2026, mantendo a liderança entre as atividades econômicas do Estado.

Além da agroindústria, a expansão industrial e os investimentos bilionários em construção e ampliação de fábricas têm aumentado a procura por trabalhadores em diferentes regiões de Mato Grosso do Sul.

O conjunto da atividade industrial considerado no levantamento reúne os segmentos da indústria de transformação, construção, serviços industriais de utilidade pública e indústria extrativa mineral.

Obras industriais também puxam contratações

Entre todas as atividades industriais, o maior saldo foi registrado na montagem industrial, que abriu 2.015 vagas entre janeiro e julho.

A construção de edifícios aparece em seguida, com 1.487 empregos, enquanto a construção de rodovias e ferrovias respondeu por outras 1.219 contratações. Instalação e manutenção elétrica registraram saldo positivo de 787 postos.

A expansão está diretamente relacionada a grandes projetos industriais em execução no Estado, que demandam trabalhadores tanto durante a fase de implantação das unidades quanto posteriormente, com o início das operações.

Inocência concentra maior saldo

O avanço dos investimentos também alterou o mapa das contratações no Estado. Inocência, que recebe grandes projetos industriais, liderou com folga a geração de empregos no período, acumulando saldo de 4.691 vagas.

Campo Grande aparece na segunda posição, com 1.659 novos empregos industriais, seguida por Três Lagoas, com 998, e Dourados, com 544.

Também apresentaram saldo positivo Rio Brilhante, com 474 vagas; Aparecida do Taboado, com 313; Corumbá, com 196; Itaquiraí, com 184; Mundo Novo, com 169; e Fátima do Sul, com 166 novos empregos.

Os números mostram que, além dos grandes projetos industriais em implantação, atividades tradicionais da agroindústria continuam tendo peso relevante na absorção de mão de obra e na expansão do emprego formal em Mato Grosso do Sul.

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