A Polícia Militar apreendeu, durante uma abordagem de rotina, um volume contendo medicamentos de procedência estrangeira em Camapuã. Os produtos estavam em um veículo ocupado por um homem e duas mulheres, que também transportavam outras mercadorias adquiridas no Paraguai.
A equipe realizava patrulhamento e fiscalização de trânsito quando decidiu abordar o veículo. Durante a vistoria, os policiais localizaram no porta-malas diversas mercadorias de origem estrangeira e, posteriormente, um volume contendo medicamentos.
Entre os produtos identificados preliminarmente estavam TG 15 mg, Lipoless, Mounjaro, Retatrutide e Água bacteriostática.
Segundo o registro policial, os ocupantes não apresentaram documentação fiscal referente às mercadorias e aos medicamentos encontrados.
Questionados sobre o volume com os medicamentos, os três afirmaram que os produtos pertenciam aos três e seriam divididos igualmente entre eles. A informação consta no registro da ocorrência.
Diante da situação, a equipe policial entrou em contato com as autoridades competentes e recebeu orientação para encaminhar a ocorrência e os produtos apreendidos à Receita Federal.
Os medicamentos e as demais mercadorias permaneceram sob custódia da Polícia Militar até serem apresentados à Receita Federal, em Campo Grande, onde deverão ser devidamente identificados e descritos para a adoção das medidas cabíveis.
Os três ocupantes foram liberados conforme orientação das autoridades competentes.
A apreensão acende um alerta sobre o comércio irregular de medicamentos de origem estrangeira, especialmente em regiões de fronteira com o Paraguai. Produtos como Mounjaro e Retatrutide — este último ainda em fase de pesquisa clínica em vários países — têm ganhado popularidade nas redes sociais e no mercado paralelo, muitas vezes sem registro na Anvisa e sem garantia de procedência, o que representa risco à saúde de quem os utiliza sem orientação médica.
A importação de medicamentos sem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é considerada infração sanitária e pode configurar crime, sujeitando os responsáveis a sanções administrativas e penais, além da apreensão e destruição dos produtos.
Tony Franco









