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Soja recua no País, mas mantém cotação de R$ 147 em Dourados

A soja manteve a cotação de R$ 147 por saca em Dourados nesta quarta-feira (30), enquanto os preços recuaram em outras importantes praças de comercialização do País. O mercado físico brasileiro permaneceu travado, com compradores e produtores afastados das negociações e sem negócios reportados.

Segundo o analista Rafael Silveira, da Safras & Mercado, a queda acompanhou o desempenho dos contratos futuros na Bolsa de Chicago e foi reforçada pela desvalorização do dólar. Os prêmios de exportação, por sua vez, apresentaram poucas oscilações.

“De maneira geral, tivemos queda de preços e um mercado sem negócios”, afirmou.

Além de Dourados, Rio Verde (GO) registrou estabilidade, com a saca cotada a R$ 146. Nas demais localidades acompanhadas, houve redução dos valores, inclusive nos portos.

Confira as cotações:

PraçaCotação anteriorCotação de quarta-feira
Passo Fundo (RS)R$ 155,50R$ 154,50
Santa Rosa (RS)R$ 156,50R$ 155,50
Cascavel (PR)R$ 150,50R$ 150,00
Rondonópolis (MT)R$ 148,00R$ 147,00
Dourados (MS)R$ 147,00R$ 147,00
Rio Verde (GO)R$ 146,00R$ 146,00
Porto de Paranaguá (PR)R$ 161,50R$ 161,00
Porto de Rio Grande (RS)R$ 163,50R$ 162,50

Oscilações em Chicago

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos futuros encerraram o dia em baixa após uma sessão de forte volatilidade. Os investidores acompanharam os dados dos estoques norte-americanos e as perspectivas para as compras chinesas.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que os estoques de soja em grão somavam 315,133 milhões de bushels em 1º de setembro. O volume ficou abaixo dos 323 milhões de bushels esperados pelo mercado.

Desse total, 90,4 milhões de bushels estavam armazenados nas propriedades rurais, enquanto outros 224,7 milhões se encontravam fora das fazendas.

Na reta final das negociações, porém, a redução das expectativas de demanda chinesa pela soja dos Estados Unidos prevaleceu e pressionou os preços.

O contrato com vencimento em novembro de 2026 encerrou a sessão a US$ 12,8825 por bushel, queda de 4,75 centavos, ou 0,36%. Apesar do recuo diário, acumulou valorização de 0,38% em setembro e de 13,04% no terceiro trimestre.

Já o vencimento de janeiro de 2027 fechou a US$ 13,09 por bushel, com redução de 3,50 centavos, equivalente a 0,26%.

Farelo e óleo também caem

Entre os derivados, o farelo de soja com entrega em dezembro de 2026 terminou o dia cotado a US$ 356,90 por tonelada. A baixa foi de US$ 2,10, ou 0,58%.

O óleo de soja para o mesmo mês fechou a 68,28 centavos de dólar por libra-peso, recuo de 0,08 centavo, ou 0,11%.

Dólar amplia pressão

O dólar comercial caiu 0,82% e encerrou a quarta-feira cotado a R$ 5,1730 para venda e R$ 5,1710 para compra. Ao longo da sessão, a moeda oscilou entre R$ 5,1632 e R$ 5,2187.

No fechamento de setembro, a divisa acumulou desvalorização de 0,15%. No terceiro trimestre, entretanto, registrou alta de 0,19%.

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