O governador Eduardo Riedel (Progressistas), candidato à reeleição, propõe alcançar 100% de cobertura de coleta e tratamento de esgoto em Mato Grosso do Sul até 2028. A meta integra o Plano de Governo 2027–2030, que também prevê ampliar o abastecimento de água, fortalecer a drenagem urbana e a gestão de resíduos sólidos e desenvolver soluções para comunidades isoladas.
Segundo os dados apresentados no documento, a cobertura de coleta e tratamento de esgoto passou de 56% da população, em 2021, para 77%, em maio de 2026. A proposta para o próximo mandato é avançar sobre a parcela ainda não atendida, com medidas adaptadas às diferentes regiões do Estado.
“Tratamos o saneamento como infraestrutura relacionada à saúde, à preservação ambiental, aos recursos hídricos e à qualidade de vida”, afirma Riedel.
O balanço aponta que, entre 2023 e 2025, mais de 121 milhões de metros cúbicos de esgoto foram coletados e tratados em Mato Grosso do Sul, volume equivalente a aproximadamente 48,5 mil piscinas olímpicas. O tratamento contribui para reduzir o lançamento de esgoto sem tratamento nos rios e os impactos sobre os recursos hídricos.
Para atingir a meta de 2028, o plano prevê incorporar novas tecnologias, aumentar a eficiência operacional dos serviços e integrar as ações de saneamento às políticas de saúde, meio ambiente e desenvolvimento urbano.
Na avaliação de Riedel, a ampliação da infraestrutura precisa acompanhar as necessidades das cidades, incluindo a destinação dos resíduos e o enfrentamento dos problemas de drenagem.
“É nessa articulação que uma política de infraestrutura passa a produzir efeitos pretendidos sobre o cotidiano das pessoas”, destaca.
Na área de resíduos sólidos, o documento informa que Mato Grosso do Sul lidera a reciclagem de embalagens por habitante no País, com 13,4 quilos por pessoa. Para o próximo mandato, a proposta é fortalecer soluções regionalizadas e ampliar a organização da cadeia de reaproveitamento dos materiais.
Uma das medidas previstas é a implantação de um programa estadual de apoio à formalização e ao funcionamento de cooperativas de catadores, com formação e remuneração dos trabalhadores. O plano também inclui o fortalecimento da infraestrutura de drenagem urbana.
A universalização deverá considerar as particularidades de comunidades que não podem ser atendidas pelos mesmos sistemas utilizados nos centros urbanos. No Pantanal, Riedel propõe desenvolver e implantar estruturas descentralizadas de abastecimento de água e esgotamento sanitário.
A iniciativa terá como referência o modelo do Ilumina Pantanal, com soluções adequadas às condições de acesso e ocupação do território. O documento também prevê universalizar o próprio programa em todas as comunidades ribeirinhas.
Nas aldeias indígenas, a proposta é ampliar o abastecimento de água e os serviços de saneamento, por meio de iniciativas integradas para esses territórios.
“Aqui, a universalização ganha seu sentido mais concreto: não basta que o indicador estadual avance se determinados grupos continuarem fora do alcance da infraestrutura”, afirma o candidato.
O atendimento dessas populações está entre os desafios para completar a expansão dos serviços. Embora a cobertura estadual tenha avançado, o plano reconhece a necessidade de adaptar a infraestrutura às características de cada localidade.
Além do saneamento, o documento estabelece uma agenda voltada à segurança hídrica. A proposta considera tanto o abastecimento da população quanto a demanda de atividades como agropecuária, indústria e geração de energia, associadas à conservação ambiental.
No balanço da gestão, são citados investimentos em infraestrutura hídrica, fortalecimento da gestão das águas e iniciativas de proteção de bacias hidrográficas, entre elas o Prosolo. Para o próximo período, o plano prevê ampliar essas ações diante das mudanças climáticas e da expansão das atividades econômicas.
“A prioridade será assegurar disponibilidade e qualidade da água e aumentar a resiliência dos territórios”, declara Riedel.
Entre as medidas propostas estão a revisão do Plano Estadual de Recursos Hídricos e a criação de uma Agência Estadual de Águas para a gestão das bacias hidrográficas. O candidato também pretende ampliar o Prosolo, aumentando o número de municípios atendidos e a área sistematizada pelos projetos.
A agenda inclui ainda proteção e recuperação de bacias, expansão da infraestrutura hídrica para abastecimento e produção, incentivo ao uso racional da água e ações de adaptação às mudanças climáticas.
Com essas medidas, Riedel pretende associar a expansão da coleta e do tratamento de esgoto à preservação das fontes de abastecimento. A proposta para 2027–2030 reúne o atendimento às famílias, a adequação dos serviços às comunidades isoladas e a proteção da água utilizada pelas cidades e pelas atividades produtivas.









