Os gastos com ração continuaram exercendo forte pressão sobre os custos da produção animal em agosto. Na avicultura, o item respondeu por 63,87% do custo total e registrou alta de 3,77% no mês. Em 12 meses, o avanço acumulado chega a 5,30%.
Já a aquisição de pintainhos de um dia, responsável por 18,45% das despesas da produção de frangos, apresentou movimento contrário no mês, com redução de 5,52%. Apesar da queda em agosto, o custo desse item ainda acumula aumento de 9,16% nos últimos 12 meses.
Custo do suíno também sobe
Em Santa Catarina, referência nacional para o acompanhamento da suinocultura, o custo de produção do suíno vivo passou de R$ 6,29 por quilo em julho para R$ 6,35 em agosto, elevação de 0,96%.
Com isso, o ICPSuíno alcançou 363,13 pontos. Entre janeiro e agosto, o indicador ainda acumula queda de 2,04%, enquanto na comparação dos últimos 12 meses registra avanço de 1,74%.
A alimentação também concentra a maior parte dos gastos na suinocultura. Em agosto, a ração representou 72,53% do custo total e ficou 0,98% mais cara na comparação com julho. Em 12 meses, a alta acumulada chega a 4,29%.
Estados concentram produção
Santa Catarina e Paraná são utilizados como referência no cálculo dos Índices de Custo de Produção por concentrarem, respectivamente, parcelas relevantes da produção brasileira de suínos e frangos de corte.
Também são elaboradas estimativas para Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, permitindo acompanhar a evolução dos custos e fornecer informações para a gestão técnica e econômica das propriedades.
Nos estados do Sul — Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul — os custos são calculados e divulgados mensalmente. Já em Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais, a publicação ocorre a cada três meses.
Em Goiás e Minas Gerais, os coeficientes zootécnicos de produtividade passaram por revisão em abril de 2026. Os novos parâmetros começaram a ser utilizados nos cálculos divulgados a partir de junho deste ano.








