Candidato a senador pelo PT, o deputado federal Vander Loubet aplaudiu as recentes decisões do ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), que convocou para esta terça-feira (15) sessão para apreciar em plenário as relações entre alguns magistrados e o banqueiro Daniel Vorcaro. “É salutar para a democracia e todas as instituições que a compõem. É imprescindível esclarecer tudo, responsabilizar e sentenciar quem efetivamente deve ser responsabilizado e sentenciado”, afirmou.
Vander deduz que a estabilidade política e institucional do regime democrático hoje está intrinsecamente associada à saúde constitucional e à firmeza do STF para enfrentar e superar a grave crise. “Vamos torcer e confiar para que, a partir desta semana, os fatos sejam esclarecidos e as versões de lado a lado percam o peso que alcançam na mídia. Ninguém está acima da lei”, enfatizou.
Vander se refere às decisões e critérios adotados por Fachin para reagir à crise. O presidente da Corte pautou a análise do caso do ministro Alexandre de Moraes e o nível de relações dele e sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, com Daniel Vorcaro e o Banco Master.
Fachin rejeitou o pedido de Moraes para incluir, na mesma sessão, a análise das suspeitas levantadas contra o ministro André Mendonça. O presidente do STF não excluiu Mendonça, porém marcou a apreciação desse caso para o dia 23, na semana seguinte. Foi Mendonça quem apontou as suspeitas envolvendo trocas de mensagens e possíveis vínculos entre Alexandre de Moraes e Vorcaro, dono do Banco Master. A partir desta acusação, foi aberto o inquérito para apurar sua relação com o banqueiro.
Confiança
Embora reconheça tratar-se de uma crise muito grave e complexa, Vander defende serenidade, discernimento e confiança dos brasileiros em um estado democrático de direito “construído com suor, sangue, lágrimas e luto”. Para ele, se ministros do Judiciário chegaram ao extremo de uns julgarem os outros é porque, além de esclarecer fatos e adotar soluções depuradoras, havendo necessidade, imperou acima de tudo o sendo de responsabilidade com a preservação da democracia.
“Se o ministro Fachin não toma essas decisões, a crise se alongaria por tempo indeterminado, ficaria ainda mais grave e mais difícil de ser estancada, comprometendo o processo eleitoral e fragilizando o instituto democrático que rege o Brasil. Um abalo desse tamanho na democracia só interessa a quem não tem aptidão, nem prazer e nem compromisso com um Brasil democrático, livre e soberano”, finaliza Vander.









