A combinação entre a forte demanda internacional pela soja brasileira, a valorização dos prêmios de exportação e fatores geopolíticos continua sustentando os preços da oleaginosa no mercado interno. A avaliação é do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), que aponta um mercado firme no segmento spot.
Segundo os pesquisadores, o aumento das tensões no Oriente Médio elevou as cotações internacionais do petróleo, fator que contribuiu para fortalecer os preços da soja no mercado externo e, consequentemente, no Brasil.
Outro elemento que influencia o mercado é a previsão de intensificação do fenômeno El Niño durante a safra 2026/27. A perspectiva de possíveis impactos sobre a produção mundial da oleaginosa tem ampliado a preocupação dos agentes do setor.
Diante desse cenário, parte dos compradores antecipou aquisições para reduzir riscos de abastecimento, enquanto produtores e vendedores passaram a limitar a oferta de grandes volumes, aguardando condições mais favoráveis para negociar.
Os indicadores do Cepea refletem esse movimento de valorização. Em Paranaguá (PR), a saca de 60 quilos fechou a última sexta-feira (24) cotada a R$ 148,37, com alta de 0,61% no dia e avanço de 11,07% no acumulado de julho.
No indicador Paraná, a saca encerrou o dia em R$ 140,26, registrando valorização diária de 0,70% e ganho de 10,07% no mês. De acordo com o Cepea, os números confirmam a firmeza do mercado brasileiro da soja, impulsionado pela demanda aquecida e pelas incertezas no cenário internacional.









