O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) esclareceu, nesta quarta-feira (22), que são falsas as informações divulgadas nas redes sociais de que a China teria criado uma nova taxação específica sobre as importações de carne bovina do Brasil.
Segundo a pasta, as publicações distorcem uma medida anunciada pelo governo chinês no fim do ano passado. Na ocasião, a China definiu a aplicação de uma tarifa adicional de 55% apenas sobre o volume de carne bovina importada que ultrapassar a cota previamente estabelecida para cada país exportador. A regra, no entanto, vale para todos os fornecedores do mercado chinês, e não exclusivamente para o Brasil.
O ministério ressaltou que o Brasil recebeu a maior cota de exportação entre os países habilitados, totalizando 1,106 milhão de toneladas. Dentro desse limite, permanece em vigor a tarifa regular de importação de 12%, a mesma aplicada às cotas concedidas aos demais exportadores.
Dados mais recentes do Ministério do Comércio da China indicam que aproximadamente 80% da cota brasileira já foi utilizada. Dessa forma, a tarifa adicional de 55% somente passará a incidir caso as exportações brasileiras ultrapassem o volume autorizado.
O Mapa reforçou que não houve qualquer decisão recente do governo chinês impondo uma nova taxação direcionada ao Brasil. Conforme a pasta, as informações compartilhadas nas redes sociais apresentam a medida de forma equivocada e podem induzir a interpretações incorretas sobre as condições do comércio bilateral de carne bovina.








