A pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente Patrícia Costa participará da G_DeZ — Jornada de Líderes pelo Desmatamento Zero na Amazônia até 2030, iniciativa de formação executiva promovida pelo Imaflora. A aula inaugural ocorre hoje (27 de fevereiro de 2026), com a participação da ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva. A Diretora-Executiva de Inovação, Negócios e Transferência de Tecnologia da Embrapa, Ana Euler, também será uma das palestrantes.
O programa reúne especialistas e lideranças de múltiplos setores para acelerar a implementação de políticas e práticas voltadas à meta nacional e internacional de alcançar o desmatamento zero na região até 2030, integrando debates jurídicos, governança, economia verde e monitoramento socioambiental. A iniciativa também se configura como um espaço estratégico de aprendizado, troca de experiências e articulação, voltado à construção coletiva da Rede pelo Desmatamento Zero (REDeZ), uma rede nacional de lideranças comprometidas com essa agenda.
Desde o início, a proposta evidencia potencial para fortalecer capacidades técnicas e políticas dos participantes, qualificar a participação social e ampliar a incidência sobre políticas públicas, com vistas a gerar contribuições concretas para o aprimoramento do PPCDAm.
Patrícia Costa, cuja atuação científica na Embrapa envolve pesquisas em manejo e conservação de recursos naturais, com foco na Amazônia, participa das atividades da jornada, que combinam módulos online e encontros híbridos voltados ao fortalecimento de competências de liderança e à construção de redes colaborativas entre academia, setor público, sociedade civil e iniciativa privada. Sua participação reforça o papel da ciência pública na formulação de soluções voltadas à conservação florestal e ao desenvolvimento sustentável da Amazônia, no contexto das políticas climáticas e do uso sustentável da terra.
“Acredito que minha participação nesta jornada se articula de forma muito estratégica com minha atuação como pesquisadora da Embrapa, especialmente no âmbito dos projetos voltados à sociobiodiversidade, bioeconomia e cadeias de produtos florestais não madeireiros na Amazônia. Os conhecimentos, debates e conexões promovidos pelo curso têm grande potencial para fortalecer a interface entre ciência, políticas públicas e territórios, contribuindo para que os resultados das pesquisas subsidiem de forma mais direta estratégias de combate ao desmatamento e de desenvolvimento sustentável. Além disso, a interação com lideranças, gestores e especialistas de diferentes áreas amplia as possibilidades de cooperação e incidência qualificada, reforçando o papel da pesquisa pública na construção de soluções para a manutenção da floresta em pé”, afirma a pesquisadora.
O programa conta com a atuação de um corpo de facilitadores e docentes altamente qualificado, formado por pesquisadores, juristas, gestores públicos, especialistas em governança territorial, monitoramento ambiental e desenvolvimento sustentável, além de lideranças da sociedade civil com experiência direta na agenda de combate ao desmatamento na Amazônia.
O G_DeZ está em sua terceira edição e tem como objetivo formar uma rede de líderes comprometidos com o desmatamento zero, capacitando profissionais para influenciar e articular ações nos âmbitos jurídico, técnico e institucional em prol de uma gestão territorial mais resiliente e ambientalmente responsável.
Conexão com a Rede de Pesquisa para uma Economia Sustentável da Amazônia
A participação de Patrícia Costa na jornada também dialoga diretamente com sua atuação na Rede de Pesquisa para uma Economia Sustentável da Amazônia (RESA), iniciativa lançada em 2024 com apoio do Bezos Earth Fund e parceria do Instituto Clima e Sociedade (iCS).
A pesquisadora integra a equipe do projeto “Benchmarking e Eficiência Operacional de Agroindústrias Brasileiras de Castanha-da-Amazônia: Inovação e Competitividade na Bioeconomia Amazônica”, proposto pela Embrapa Rondônia no âmbito da RESA. O estudo busca desenvolver o primeiro sistema de benchmarking do beneficiamento da castanha-da-amazônia, por meio da coleta de dados primários de agroindústrias da região para gerar indicadores padronizados de eficiência produtiva.
Além de identificar gargalos e propor melhorias operacionais, a iniciativa pretende subsidiar políticas públicas, promover o diálogo com órgãos estratégicos — como a ApexBrasil e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços —, fortalecer a organização do setor e ampliar o valor econômico associado à floresta em pé, contribuindo para estratégias de desenvolvimento sustentável e redução do desmatamento.










